Em 2026, a imigração em Portugal entrou numa nova fase. Depois de vários anos de forte entrada de estrangeiros, o Governo português avançou com mudanças profundas na legislação e nos procedimentos administrativos ligados à residência, vistos e nacionalidade.
Com o fim da manifestação de interesse, alterações à Lei de Estrangeiros, novas exigências no reagrupamento familiar e um papel reforçado da AIMA, viver legalmente no país tornou se mais exigente e mais burocrático.
Neste guia atualizado sobre imigração em Portugal 2026, explicamos de forma clara o que realmente mudou, quem é mais afetado e o que os imigrantes precisam de fazer para se manterem em situação legal.
Reprodução – G1
O que mudou na imigração em Portugal em 2026?
Houve muita alteração, dentre as quais, destacamos:
Fim da manifestação de interesse
Durante vários anos, a manifestação de interesse permitiu que milhares de estrangeiros entrassem em Portugal como turistas e regularizassem a sua situação já em território nacional, desde que apresentassem um contrato de trabalho e descontos para a Segurança Social.
Em 2026, este mecanismo deixou de existir.
Isso significa que:
- Já não é possível entrar como turista e pedir residência depois;
- A maioria dos imigrantes passa a ter de obter um visto ainda no país de origem;
- Os controlos sobre entradas e permanência tornaram se mais rigorosos.
Na prática, Portugal deixou de aceitar regularizações informais e passou a exigir planeamento prévio.
Nova Lei de Estrangeiros
A nova Lei de Estrangeiros introduziu mudanças importantes no regime jurídico de entrada, permanência e afastamento de cidadãos estrangeiros.
Principais alterações introduzidas:
- Reagrupamento familiar mais restritivo, com novos prazos mínimos de residência legal;
- Novas categorias de vistos com foco em perfis qualificados;
- Maior controlo sobre permanências irregulares;
- Reforço dos mecanismos de afastamento em casos de incumprimento.
Estas alterações fazem parte da estratégia do Governo para tornar a imigração em Portugal 2026 mais controlada e alinhada com os padrões europeus.
Reagrupamento familiar em 2026
O reagrupamento familiar continua a existir, mas passou a obedecer a critérios mais exigentes.
Quem ainda pode pedir?
Podem pedir reagrupamento familiar os cidadãos estrangeiros que:
- Tenham autorização de residência válida;
- Comprovem rendimentos suficientes;
- Disponham de alojamento adequado;
- Tenham permanecido legalmente em Portugal durante um período mínimo.
Novos prazos e exigências
Com a nova lei de imigração em Portugal, em 2026, os prazos mínimos de residência legal aumentaram e a análise dos processos tornou se mais rigorosa.
Além disso, passou a ser exigida:
- Prova mais sólida de vínculo familiar;
- Estabilidade financeira comprovada;
- Registo criminal limpo.
Casos mais comuns de indeferimento
Os principais motivos de recusa incluem:
- Rendimentos insuficientes;
- Falta de contrato de arrendamento válido;
- Processos de residência ainda pendentes;
- Situação laboral instável.
AIMA e os processos de regularização
Com o fim do SEF, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo passou a ser a entidade responsável pelos processos de imigração.
O que é a AIMA? 
A AIMA é a agência pública que gere:
- Autorizações de residência;
- Renovações;
- Reagrupamento familiar;
- Processos de regularização.
Principais problemas em 2026
Apesar de melhorias graduais, continuam a existir dificuldades:
- Atrasos significativos na marcação de atendimentos;
- Processos acumulados de anos anteriores;
- Falta de respostas dentro dos prazos legais.
O que os imigrantes podem fazer?
Para evitar problemas com a imigração em Portugal 2026, é aconselhável:
- Submeter pedidos com antecedência;
- Guardar comprovativos de entrega;
- Acompanhar os prazos legais;
- Procurar apoio jurídico em casos complexos.
Nacionalidade portuguesa em 2026
As regras para obtenção da nacionalidade portuguesa também estão em mudança.
Tempo mínimo de residência
Em 2026, o tempo mínimo de residência legal exigido para pedir naturalização aumentou ou está em vias de aumentar, consoante a categoria do requerente.
Com a nova lei de imigração em Portgal, em muitos casos, passou de cinco para sete ou até dez anos.
O que pode mudar nos próximos anos?
Estão em debate:
- Requisitos linguísticos mais rigorosos;
- Avaliação reforçada de integração;
- Controlo mais apertado de antecedentes.
Quem será mais afetado?
Os mais impactados serão:
- Trabalhadores pouco qualificados;
- Pessoas com períodos de irregularidade;
- Imigrantes que dependem de regularizações tardias.
Quem é mais afetado pelas novas regras?
É claro que, com novas regras, um certo grupo fica mais prejudicado.
Imigrantes da CPLP
Apesar de acordos específicos, os cidadãos da CPLP também passaram a enfrentar mais exigências formais, sobretudo no acesso à residência inicial.
Trabalhadores pouco qualificados
Os vistos passaram a privilegiar perfis técnicos e profissionais especializados, reduzindo oportunidades para setores de baixa qualificação.
Famílias em processo de reagrupamento
As famílias são hoje um dos grupos mais afetados pelas novas exigências financeiras e habitacionais.
Para muitos estrangeiros (especialmente brasileiros ou de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP), as mudanças representam tanto novos desafios quanto oportunidades: Portugal continua a atrair estudantes, trabalhadores qualificados e famílias, mas com exigências legais mais claras e fiscalização mais rigorosa. – Start Be Global
O que concluímos?
A imigração em Portugal 2026 tornou se mais controlada, mais burocrática e mais exigente.
Portugal continua a precisar de imigrantes, mas passou a privilegiar entradas legais desde a origem, perfis específicos e processos mais rigorosos.
Para quem já vive no país ou planeia emigrar, informação atualizada e planeamento jurídico deixaram de ser opcionais. Em 2026, são agora essenciais.

Ainda é possível regularizar se entrar como turista?
Não. Em 2026, a imigração em Portugal exige, na maioria dos casos, visto obtido ainda no país de origem.
A nacionalidade portuguesa ficou mais difícil?
Sim. O tempo mínimo de residência legal aumentou e os critérios de avaliação tornaram se mais rigorosos.
A AIMA já está a funcionar normalmente?
Apesar de já estar a funcionar há algum tempo, existem melhorias, poia ainda há muito atraso e dificuldades no atendimento.
A lei de estrangeiros está em vigor?
Sim, a Lei n.º 61/2025 já foi publicada e altera o regime jurídico de imigração.
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